terça-feira, 9 de abril de 2013




“Anne se esquecerá de sua adolescência e eu não, ela teve as carícias de Jean Azevedo, desde os primeiros gemidos de um menino que será seu duende sem mesmo tirar sua camisa. As mulheres da família negam sua existência individual. Esta doação total à espécie é bela; sinto a beleza desta negação, desta anulação. Mas, eu, mas eu!” (tradução minha).

Thérèse inveja sua amiga tão simples que ousara se aventurar e se apaixonar por um jovem desconhecido sem estirpe. Ela casou com Bernard na pretensão de dissipar sua angústia e apaziguar seu desejo de liberdade de pensar e agir!

No entanto, o casamento com sua rotina e o racional de Bernard só lhe trazem tédio desejando fugir daquela situação. “Um homem como você, Bernard, conhece sempre as razões de seus atos, não é?”.


Thérese Desqueyroux, romance de François Mauriac me fascinava entre os 16-18 anos. O livro encontra-se intacto assim como minha memória. Ficava eu um pouco assustada porque admirava Thérèse e ela havia envenenado seu marido Bernard. Naquela época tinha receio de estar compactuando com um crime mesmo que fosse   na imaginação. Vendo o filme, revivi a história e compreendi que naquela época já me era curioso o drama e a angústia humana.

Metafòricamente o veneno que Bernard tomava  todo dia – arsênico- se compara aos

 remédios e drogas que utilizamos para  apaziguar nossos conflitos. E o veneno que Thérèse dava ao  marido é o que fazemos inconscientemente envenenando dia a dia com algumas gotas nossos relacionamentos porque achamos mais fácil nos livrarmos de quem pensamos que nos aprisiona do que olharmos para nós e vermos que  somos nossos verdadeiros carcereiros!


quinta-feira, 7 de março de 2013


Ao assumir uma postura interna de agradecimento vibro emoções positivas e distribuo alegria. Minha autoestima aumenta contribuindo para a energia de abundância existente no Universo.

Faça hoje um elogio a você. Sou maravilhoso(a). Ou quem sabe :  Sou bom amigo(a). Qualquer coisa. Mas faça uma afirmação elogiosa para você.

Amanhã faça para todas as Mulheres que surgirem no seu caminho. Fácil não?

Compartilho uma poesia de Bert Hellinger do livrto Pensamentos a caminho.

AGRADECER


Agradecer significa:

Tomar o que me é dado,
segurá-lo com respeito nas mãos,
acolhê-lo dentro de mim,
em meu coração,
até que percebo internamente:
agora é uma parte de mim.

Agradecer é também:
aplicar o que me foi dado
e se tornou uma parte de mim
numa ação que permita a outros
alcançar também
o que me enriqueceu.

Só então o que me foi dado
Alcança sua plenitude.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

IDADE MÉDIA E A IGREJA

O Penitencial Cumeano do Século VII representava os manuais usados pelos padres no confessionário durante inícios do período medieval. Os pecados homossexuais eram assim tratados:


Beijo: Transgressores abaixo dos 20 anos de idade:
          Beijo simples – Oito jejuns especiais
          Beijo licencioso – Sem ejaculação, oito jejuns especiais
         Beijo com ejaculação ou carícias – dez jejuns especiais

       Transgressores acima dos 20 anos de idade:
       Aqui não havia distinção. A penitência era viver em continência,
       comer   separadamente ( a pão e água) e ser excluído da Igreja.
      A  duração   dependia do confessor

Masturbação mútua: Por homens acima dos 20 anos
      Vinte ou quarenta dias de penitência
     Cem dias quando de u,ma segunda transgressão
    Se habitual, as pessoas envolvidas seriam separadas e farão penitência
     durante um ano

Conexão interfemoral:
Penitência de dois anos
Ou 100 dias para a primeira transgressão e um ano para a segunda.
 A primeira para os acima dos 20 anos e para o clero. A segunda para os abaixo dos 20 anos e para os leigos.

Felação:
 Uma penitência de quatro anos

Sodomia:
Sete anos de penitência



       

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Na minha pesquisa "A cultura da felicidade", 32% das mulheres dizem que não são felizes por serem perfeccionistas, insatisfeitas, críticas, ocupadas, preocupadas, estressadas, inseguras etc.
No entanto, 60% afirma que quer ser mais feliz, leve e divertida.
Elas deram inúmeras dicas para a conquista da felicidade, tais como:
não ser tão crítica com os outros e consigo mesma;
não se preocupar com a autoimagem;
não se cobrar tanto;
não aumentar pequenos problemas;
não se preocupar com a opinião e a aprovação dos outros;
não se levar tão a sério;
não querer ser perfeita;
não ter vergonha do próprio corpo;
não se comparar com mulheres mais jovens, magras e gostosas;
não se olhar muito no espelho;
não conviver com pessoas negativas, agressivas e invejosas;
não fingir orgasmos;
não desperdiçar o tempo com pessoas desagradáveis e fofoqueiras;
não ir a eventos sociais por obrigação;
não responder a todas as demandas de amigos, familiares ou colegas de trabalho;
não dividir o prato só para ser gentil;
não atender aqueles que só sabem pedir ou reclamar (e nunca dão nada em troca);
não emprestar dinheiro nem para o melhor amigo;
não pedir dinheiro emprestado nem se for para o melhor amigo;
não aceitar encomendas quando viajar;
não pedir nada para os que vão viajar;
não ser fiador de amigos ou parentes;
não mendigar amor, atenção e reconhecimento;
não se fazer de vítima;
não achar que é o centro do mundo;
não deixar para amanhã o que pode resolver hoje;
não ter medo de dizer não.
Uma professora de 65 anos disse que descobriu o segredo da felicidade. "Li que o lema da Hillary Clinton é 'foda-se'. Hoje, sou como ela. Não me interessa a opinião dos outros, se gostam ou não de mim e se fazem fofocas. Aprendi a ligar o botão do 'foda-se', passei a dizer não e minha vida ficou muito mais leve."
Ela citou uma frase da atriz Marília Pêra, de 70 anos, para exemplificar a importância de dizer não para ser mais feliz. "A Marília Pêra recusou um projeto importante e uma jovem atriz disse: 'Lógico que você pode dizer não, você é a Marília Pêra!'. Ela respondeu: 'É exatamente o contrário. Eu só sou a Marília Pêra porque aprendi a dizer não'."
Será que é tão simples assim o segredo da felicidade?

Reportagem publicada na Folha de São Paulo
Mirian Goldenberg

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=yeCjAJepywA



Como primeira  postagem do ano colocarei um resumo de uma história Sufi que nos introduz a pensarmos sobre nossa jornada.


Fátima a Fiandeira.

Uma jovem chamada Fátima, filha de um próspero flandeiro viajou a negócios com seu pai. Quando se dirigiam para Creta o barco naufragou. Sei pai morreu e ela deparou-se numa praia perto de Alexandria.

Vagando pela praia uma família de tecelões a encontrou. Eram pobres, mas cuidaram dela e ensinaram seu ofício. Durante dois anos assim viveu feliz. No entanto, um dia estando na praia um bando de mercadores de escravos a raptou. Levaram-na para Istambul e a venderam como escrava. Pela segunda vez seu mundo ruiu.

Um homem apareceu para comprá-la para livrá-la de ser escrava. Sua intenção era fazê-la criada de sua esposa. Mas, ao chegar em sua casa soube que perdera todo o dinheiro de um carregamento roubado pelos piratas. Assim tiveram que fabricar mastros. Fátima mais uma vez aprende este ofício.

Ume belo dia ele pede que Fátima vá a Java para vender os mastros com lucro. Quando o navio estava na costa chinesa um tufão o faz naufragar. Fátima chorou amargamente e pensou: Por que será? Por que devo passar por tudo isto?

Não obtendo respostas levanta-se. Naquela época existia uma lenda que uma moça chegaria e faria tendas para o Imperador. Na frente deste quando questionada se saberia fazer tendas, respondeu que achava que sim. Pediu cordas, mas não tinham. Lembrando-se dos seus tempos de fiandeira pediu linho e fez as cordas. Pediu um tecido resistente, mas não tinham. Resolveu tecer um tecido forte. Percebeu que precisava estacas e eles também não tinham. Fabricou estacas firmes. Desta maneira uma tenda foi construída.

Quando a tenda foi mostrada ao Imperador ele ficou maravilhado e disse que cumpriria qualquer desejo dela. Ela escolheu se casar com um belo homem e compreendeu que o que em cada ocasião lhe tinha parecido ser uma experiência desagradável terminou sendo parte essencial para a sua felicidade.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012





http://youtu.be/fjGEDtin0Us



Existe uma lenda maia mto antiga que nos conta que há mais tempo que possamos imaginar, muito e muito tempo antes das cidades serem construídas, mais além da nossa imaginação existia uma sociedade onde a harmonia existia. Tudo era harmonia. Ninguém se considerava melhor ou superior a alguém. Todos tinham seus espaços e cumpriam sua missão e serviam a comunidade e ao planeta. Os sacerdotes serviam de comunicação entre o povo, homens e a divindade, os agricultores plantavam para a sociedade e honravam a mãe terra cultivando-a agradecendo os frutos que ela dava, os guardiões cuidavam dos lugares sagrados tomavam conta para os rituais, purificando-os e os músicos tocavam para todos e as crianças também estavam no seu lugar aprendendo e preparadas para ser o que deveriam ser.

 Nesta época o calendário Tzol´kin , mantinha a harmonia entre todos.O Tzol´kin era uma energia azul guardada dentro de uma cruz de pedra que tinha gravada com todos os glifos, todos símbolos de harmonia e retinha todas as forças que vinham do universo, forças divinas, forças motoras e de todos os tempos.  A cruz estava colocada no centro do pátio cerimonial central de cada cidade.

A lenda maia tbém conta que tão longe dos nossos olhos, muito além da nossa imaginação, existiu uma noite obscura, uma noite terrível onde os invasores do céu vieram roubar a energia sagrada do sol.

Os sacerdotes perceberam a tempo e guardaram dentro do seu corpo a energia do sol, mesclada com a energia da sua própria dor para q um dia pudessem despertar. A energia azul entrou no corpo de todos os que existiam Para que esta energia continuasse viva era necessário o esquecimento do que havia existido, do que havia passado

Os invasores romperam a cruz de pedra em 4 pedaços. E não encontraram nada. Não encontraram a energia azul. Os invasores revoltados resolveram se vingar e rodaram o mundo ao contrário gerando desarmonia e desigualdade. E resolveram alimentar o povo com medo, com raiva, com desesperança, com o ódio que iria existir entre eles

Não sabia que fazendo isto estavam colocando um grande desafio para a humanidade. No lugar de harmonia, partindo da dor, da desesperança muitos teriam que conseguir aumentara a harmonia de todo o universo de uma maneira q não compreendemos.

A primeira coisa que os invasores fizeram foi construir uma pirâmide em cima do lugar da cruz de pedra para o imperador e depois dividiram a cruz em 4 pedaços com ângulos separados e depois construíram um calendário da semana com os 4 ângulos separados formando quinas, este calendário irradiava a energia oposta, a desarmonia.

Conta a lenda que desde então o mundo está a revés, e precisamos adentrar para nós e recriamos a energia azul dentro de nós para criarmos a harmonia.

Agora feche os olhos e deixe que a respiração irradie dentro de vc a sua parte sábia e deixe que a respiração te envolva.  Expanda a sua respiração. Imagine esta cidade maia de pedras brancas , no meio da selva verde. O céu azul e na grande praça está todo o povo reunido, e o Grande Sacerdote e a Grande Sacerdotisa explicam a seu povo que é chegado o momento da mudança, que as forças obscuras chegaram e que temos que guardar dentro de nós a energia azul onde as forças espirituais estão nos protegendo

Acontece uma grande peregrinação em torno da praça em volta da cruz. O grande sacerdote senta-se á de um lado da cruz e a grande sacerdotisa do outro. E cada um coloca a sua mão direita no coração do outro e dão se as mãos esquerdas.  Neste momento surge a cruz de pedra azul no ar e se detém um momento e se divide em dois Faíscas azuis entram nos corpos dos animais, das arvores, de todos os seres vivos de todos os presentes. Levantam-se e seguem todos para uma peregrinação para a parte oriente da cidade para o lugar onde foi preparada uma tumba de pedra onde a Grande Sacerdotisa será enterrada.

A Grande Sacerdotisa pega uma serpente venenosa na mão, deita na tumba e é coberta pela lápide.  E todo o povo acompanha a gde peregrinação atrás do Grande Sacerdote. Também foi preparada uma tumba para ele. Pega também uma serpente
Venenosa na mão, deita na tumba e a lápide é coberta.

Os sacerdotes menores tranqüilizam o povo, os curandeiros falam ao povo que os que preferem deixar o corpo e não viverem a experiência. Os senhores invasores, os senhores da obscuridade aparecem do céu e chegam buscando a energia sagrada do Tzol´kin Não encontrando ficam furiosos e rompem a cruz em quatro e rompem a harmonia do planeta. Sobre os 4 pedaços da cruz constroem a pirâmide do novo governante. O povo tem medo e corre de um lado para o outro não sabendo o que fazer. Começa a desavença entre eles apesar de terem guardado a energia azul Eles esconderam as faíscas azuis dentro deles. Esta energia precisava estar mto escondida para que os invasores não pudessem encontrá-la.

E agora imagine o calendário que nos foi transmitido por gerações e gerações, um calendário com 4 ângulos montados ao contrário, separados um do outro. Junte-os como um quadrado que dentro contém a energia azul. Sinta esta energia dentro de vc e sinta a e fique com esta energia azul que desperta em vc toda a força dentro de vc.
Esta energia sagrada reintegra a energia sagrada, os 4 ângulos da cruz original dentro de vc e lhe dá forças e irradia com o quadrado a sabedoria.

E por favor, permita que dentro de vc ajude ao mundo a reintegrar a harmonia primordial e permita que exista colaboração ao invés de competição, amor ao invés de violência, união ao invés de desunião para que ajudemos ao mundo a voltar ao que era.  Que vc respeite todas as forças espirituais, mentais, sexuais, que respeite seu corpo e vivencie cada dia saudavelmente e protegidamente pq agora vc tem dentro de vc a energia sagrada que é sua parte sábia e que prefiro dizer EU SOU EU SOU

Massageie seu interior e seu corpo com esta energia azul para que ela descanse e harmoniza vc. Quando quase agora, faça uma retração profunda e volte para cá.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


O quadrado representa a terra, solidez, ordem e segurança. Também significa os 4 pontos cardeais e o equilíbrio dos opostos. E´ uma figura que tem os 4 ângulos e lados iguais. E´ uma forma  considerada perfeita. Por outro lado significa a limitação, o enquadramento que muitas vezes nos cerceia e impede que saiamos da nossa cerca de proteção e desfrutemos de coisas novas.

Um novo ano surge e se você tirou o quadrado e´  sinal  de  estar precisando  soltar-se, sair por aí e introduzir novidades na sua vida. Não faça todos os dias as mesmas coisas na mesma ordem. Não se reprima tanto. Solte uns gritos, dê uns pulos. Experimente cumprimentar com um sorriso as pessoas  dando um alegre BOM DIA!  Não dê importância ao que as pessoas pensam. Elas podem pensar qualquer coisa. O quadrado está pronto aí para que você o encha de coisas boas. E se quiser pode pendurá-lo no pescoço para não se esquecer do seu trabalho com você mesmo no ano de 20123 A ordem é soltar-se. SaIA do seu quadrado!!! E abra uma brecha para novos sonhos entrarem!    FELIZ 2013



INSTRUMENTO DE CORDA

Os instrumentos de corda a não ser o violão precisam do arco para fazer vibrar as cordas. Enquanto o alaúde conhecido desde o séculoXV simboliza a música e representa pureza e fidelidade a guitarra elétrica simboliza rebeldia e juventude. As bandas rivalizam entre si para ver quem cria o som mais ensurdecedor. Em si, a guitarra tem associações masculinas e alguns músicos a usam no palco somo símbolo fálico ampliado

Antigamente quando uma corda se rompia significava discórdia.As cordas não podem ficar muito frouxas porque não emitem som e quando muito esticadas rompem. Será que você está com a corda no pescoço? Ou tem dado muita corda para os outros esquecendo-se de você? Pode ser também que você tenha roído a corda ou alguém com você?

Não importa, se você tirou o instrumento de corda é sinal de que precisa esticar a corda na medida certa. Antes do final do ano compre uma corda e faça qualquer coisa com ela. Enforque alguém, amarre alguém na mesa, bata em alguém; E´claro que você não fará na realidade. Imagine apenas que está fazendo isto e já se sentirá melhor. Se não precisar nada disto ou também pule corda como as crianças. Deve estar faltando algo infantil em você. Pule muito até ficar sem fôlego e depois ria muito. Você verá sua vida será diferente. FELIZ 2013

O CORAÇÃO

Fala coração, fala. Quando nos emocionamos por temos um coração que simboliza os sentimentos que nos distingue dos animais. O coração é fonte de amor, alegria, tristeza e compaixão. Na Grécia antiga o coração era o centro das idéias, do sentimento e da vontade. Já no Islã é o foco espiritual. Mas, fala coração, fala. Você na maior parte das vezes complica as coisas e a olha do  ponto de vista subjetivo.

No baralho, copas é representado pelo coração. Na simbologia do tarô significa água. Água é inconsciente e emoções. Pobre coração. Fala mais alto muitas vezes que nossa razão.

Se você tirou o coração é hora de preenchê-lo com emoções positivas. Chega de mágoas, raivas, e paixões.  Cuide dele tanto no plano físico como no sentimental e espiritual. Olhe para os lados e não se  faça de vítima. Todos  temos um coração que numa hora pifa porque tem que pifar. Mas, a gente pode melhorar a situação dele. Antes do final do ano, coloque seu  coração pleno de açúcar e adoce sua vida. Você merece.FELIZ 2013
O TRIÂNGULO



O número 3  é sagrado na maioria das religiões. Representa o nascimento, a vida e a morte. Mente, corpo e alma. Passado, presente e futuro. Homem, mulher e criança. Os Maias denominavam o triângulo como a expressão dos raios do sol e o relacionavam com os brotos que formam o gérmen de milho.

O triângulo de vértice para cima simboliza o Fogo que é o símbolo da sexualidade masculina, invertido representa na Alquimia a Água, alegoria da sexualidade feminina.

Se você tirou o triângulo é hora de viver o presente sem se preocupar com o futuro. Largue mágoas do passado e entregue-se ao Universo. Integre as  3 energias  que estão dentro de você e veja qual a força que você precisa trabalhar em você. Precisa investir e cuidar melhor do seu corpo? Ou limpar sua mente de besteiras? Quem sabe ligar-se mais ao Universo não dando importâncias às coisas bobas da vida e valorizando o seu dia a dia.  Você está se atropelando? Ou está muito passivo esperando que as coisas aconteçam?

Pela manhã antes do final do ano  desenhe um triângulo num papel e recorte deixando-o sem  ele. Olhe o sol por dentro   do triangulo e veja como tudo  fica  diferente.  E´ hora de olhar para dentro de você e transformar-se aceitando que nem tudo depende de você. Cuide apenas do que depende você. Você.  FELIZ 2013


                                                                           O COELHO

Coelhinho assustado...
Abandone seus medos!                              
Fugir não cessará a dor
Nem derramará luz na escuridão.

Para os índios xamãs os animais têm poderes de cura. O coelho simboliza nossos medos. Temos tanto medo do futuro, das doenças, das tragédias, atraindo tudo que tememos. Lembre-se que tudo aquilo a que se resiste, persiste, de forma que nossos maiores temores sempre acabam tornando-se realidade.

Se você tirou o coelho significa que está passando por um período que os medos estão tomando conta de você. Antes do final do ano escreva tosos seus medos numa folha de papel. Queime a folha de papel livrando-se definitivamente de todo e qualquer temor, Confie no universo e por favor pare de falar sobre as coisas horríveis que estão lhe acontecendo, livre-se deste padrão negativo de pensamento. Confie em você,. Você pode.  FELIZ 2013



A TARTARUGA

Nos ensinamentos dos índios americanos a Tartaruga é o símbolo mais antigo do planeta Terra. Ligada à  água simboliza  fertilidade e vida longa. Vários mitos falam na tartaruga que sustenta o mundo nas costas. A tartaruga nos alerta para respeitar a necessidade de dar e receber e dando para a Terra aquilo que recebemos. A tartaruga possui uma carapaça que a protege Assim como ela temos que criar carapaças contra a inveja, o ciúme, e inconsciência alheia.  Se você está sendo incomodado pelos outros recolha-se para dentro de sua carapaça e honre seus sentimentos.

Se você tirou a tartaruga é hora também de parar de correr como a lebre, lembra-se da fábula e desfrutar do dia a dia, das flores, do sol e das companhias. Vá devagar que você chega lá. A tartaruga enterra seus ovos na areia deixando ao sol a missão de chocá-los. Siga o fluxo da correnteza.

Antes do final do ano vá à praia e enterre seus sonhos e desejos na areia e deixe que a Mãe Terra e o sol se encarreguem de chocá-los e não conte  quais sonhos tem para ninguém. Guarde com você e Proteja-se.  FELIZ 2013 
  
A VELA

A vela simboliza  a alma individual. A chama dissolve a treva e a escuridão da ignorância. Ela é o sol, a iluminação espiritual. Parece que precisamos sempre procurar no exterior nossa iluminação, nossa sabedoria. E como a vela acesa se extingue a nossa energia também. Tal como um celular nos reabastecemos com a luz do sol, com nossos  desejos, e sonhos que nunca podem morrer. Precisamos por vezes acender uma vela para nos reorientarmos. Para onde estamos indo? Qual nosso caminho? Será que alguém não precisa da nossa luz- energia? Será que estamos muito preocupados com nossa matéria nos esquecendo do  invisível?

Se você tirou a vela está precisando revigorar sua energia e iluminar sua vida com novos sonhos. Crie coisas novas. Pode ser um hobby.  Antes do final do ano, acenda uma vela em um lugar calmo e olhe a chama como arde. Faça mentalmente um pedido e agradeça. FELIZ 2013.

                                                                     A PENEIRA

A peneira simboliza nosso poder de deixar entrar na vida só o que queremos principalmente pensamentos. O funil, tudo passa. Já na peneira o que não presta fica retido. Os índios tinham o hábito de peneirar os alimentos cantando e pedindo para que nada de ruim entrasse na alma deles. Eles acreditavam que os deuses os protegiam quando peneiravam seus alimentos. Quantas crenças alimentamos e jogamos para dentro. E quantos alimentos. E quantos pensamentos... Não somos como os índios. Não temos o hábito de peneirar.

 O chinês fala no I Ching:  Veja como seu vaso está cheio de vermes. O vaso significa sua cabeça e os vermes são seus pensamentos. E de nos libertamos peneirando nossos amigos, nossos pensamentos, nossos desejos,  nossas invejas, orgulhos, ciúmes e tudo que nos faz mal.

Antes do final do ano pegue sua peneira e  escolha algo para peneirar. Pode ser qualquer coisa. Liberte-se dos grãos de sujeira que invadem sua cabeça. Deixe só a farinha pura e branca e verá que tudo fluirá bem. Despreocupe-se porque estamos todos aprendendo a desfrutar das coisas boas da vida.
FELIZ 2013

domingo, 4 de novembro de 2012


Quando os valores são rígidos transgredir é possível. Mas, quando possibilidades infinitas se apresentam, conflitos são inevitáveis. Dois filmes  “A Arte de Amar” e “ 18 comidas” ilustram com cenas agradáveis e diálogos interessantes situações atuais e inusitadas do nosso cotidiano.

Homossexualismo, sexo trivial, expectativas,  tudo  é retratado!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012



Até o advento da fotografia os pintores  retratavam as pessoas, principalmente a nobreza e a realidade. O impressionismo surge como liberdade para cada um colocar na tela pinceladas de acordo com sua percepção desta realidade. Os ambientes normalmente são os da natureza. Pinceladas de luz e cores são dadas causando uma impressão diferente em cada um de nós.

Cada pintor coloca sua alma e sua percepção dando vida ao quadro, enquanto até então as figuras retratadas é que viviam!

Como os impressionistas somos protagonistas das nossas vidas. A vida é nosso quadro a ser pintado com nossas pinceladas de cor e luz. Nossos olhos podem imprimir o cotidiano de uma maneira alegre e leve, ou pesada e cinza. Cabe a nós escolher.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DÉFICIT DE ATENÇÃO


Quando a criança fracassa na escola inicia-se um processo que pode levá-la a ter baixa auto-estima. Eu não sou capaz pensa ela. Sou burra. E carrega isto pela vida fazendo com que entre num círculo vicioso.

Achei interessante o artigo de Leonardo Mascaro, um psicólogo especializado em neurofeedback que diagnostica o agora tão falado e conhecido DDA/DDAH vulgo -  Déficit de atenção. E também diferencia este do TOC- Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Concordo com ele que é necessária uma investigação mais apurada pois os pais e alguns médicos resolvem receitando a também já tão conhecida Ritalina.

Eis o que ele afirma:

“Se no DDA?DDAH o problema é ativar a porção cognitiva do córtex do cíngulo anterior, no TOC, ao contrário, é a atividade exacerbada do cíngulo anterior que contribui para o desenvolvimento da doença.”

Ele diagnostica pela identificação da assinatura eletroencefalográfica e tomografia.

Mas, não achem que Ritalina é a solução para tudo. Antes consulte um bom neurologista e se criança um neuropediatra, pois um diagnóstico diferencial é essencial.


segunda-feira, 14 de maio de 2012


SETE DIAS COM MARILYN MONROE


Marilyn quem foi? Deixou-se possuir por um mito, que criou e deixou que lhe criassem? Um corpo apenas admirado e invejado? Uma das mais famosas artistas de  todos os tempos causando inveja entre tantas mulheres? Quem foi?

Vendo o filme (“Sete dias com Marilyn Monroe”) e lendo o artigo “O corpo incorpóreo de Marilyn Monroe”, de Wendy Lesser no livro Sua cara-metade.
Vieram as reflexões.

Na realidade, a única pessoa que não consigo ver sem um espelho sou eu Nossa identidade é feita a partir do olhar do outro. Marilyn, linda e ao atuar hipnotizava a todos, principalmente aos homens, e deslumbrava com sua inocência cheia de naturalidade (claro que apimentada de extrema sensualidade...) nos papéis cômicos.

No entanto, ao se mirar, o espelho refletia uma imagem de pessoa carente, que precisava abandonar para não ser abandonada – e assim repete seu script de vida.  Seu sucesso não aumenta sua auto-estima, não se valorizando conclui que os homens não a amam.  Atormentada pelo emocional, ou  melhor pelo problema psiquiátrico que hoje sabemos químico, torna-se infeliz sem possibilidades de mudanças.  Suas emoções intensas a impedem ter um equilíbrio e necessita de drogas para fugir de si.

Atualmente, sabemos que ela possuía o transtorno bipolar de personalidade. Todos nós oscilamos de um dia depressivo para outro que acordamos pensando que tudo alcançaremos. No entanto, algumas áreas do cérebro quando não possuem os  neurotransmissores adequados entram em curto circuito transformando os indivíduos escravos de sua química cerebral.

Marilyn viveu como nos seus filmes um clima de “Quanto mais quente melhor” sofrendo “Tormentos de uma paixão” sabendo que o “O pecado mora ao lado” num mundo de “Desajustados” procurando seu “Príncipe Encantado” para não saber o que aconteceria “Depois da queda”.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Carlos, 100 anos



                                                      Casas entre bananeiras

                                                      mulheres entre laranjeiras

                                                      pomar  amor  cantar.


                                                      um homem vai devagar.

                                                     Um cachorro vai devagar.

                                                      Um burro vai devagar.

                                                     Devagar... as janelas olham.

                                                              Êta  vida besta, meu Deus.

Estamos comemorando o centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade. Como homem e poeta sabia e encarava o vazio e solidão. Da vida fazia a poesia. Nós fugimos e nos empanturramos de biscoitos, filmes, informações e tédio. Não existe para nós o devagar. No poema “Passagem do ano”, para o poeta existia:

o recurso de se embriagar.

o recurso da dança e do grito,

o recurso da bola colorida,

o recurso de Kant e da poesia,

todos eles... e nenhum resolve.


Para nós existe o colocar em cima de nós tantas coisas a fazer que perdemos o contato com o nosso desejo. O que realmente desejo fazer? Ler um livro? Fazer uma geleia? Espreguiçar-me? Achei interessante um comentário  no jornal O Globo sobre uma banheira que só falta falar, mas que servirá apenas como elemento decorativo, pois não temos mais tempo de esperar que ela se encha de água.


Perdemos o contato com a nossa natureza e vivemos estressados simplesmente porque não aceitamos a nossa condição de homens. Gostaríamos de ser deuses... Comemorando com Drummond seu aniversário envio um recado para ele:

Casas entre tiroteios

Mulheres entre recheios

trabalho,  dor ,  contar

Um homem corre.

Um cachorro corre.

Um burro corre.

Correndo ninguém se olha.

Êta vida besta, meu Deus.

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Vera Maria Jacques

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

JUSTINE

Justine: E aí, Fausto entregarás hoje tua alma?

Fausto: Alma?  Já não a tenho. Por ventura o que faremos hoje?

 Justine: Adequarmos ao que nossa alma nos pede é preciso. Fugir mais do que de pressa dos desígnios de Sade. Ele me tortura e me subjuga embora detenha a verdade sobre nossos verdadeiros anseios.

 Fausto: Anseios? Pobre Justine. Nada conheces da mortal fragilidade humana. Falas de mim e tu?


Justine? Eu? Será que existo? Como será meu corpo? Se nem sei se corpo tenho como saber do resto?

 Fausto: Melhor ter um corpo e ser dono dele do que ter uma alma que não se conhece e nem mesmo sabemos existir.

 Justine: Pobre  Fausto estamos no mesmo caminho, não nos pertencemos.


Fausto: Como? Eu sou dono de mim.

 Justine: Possuído pelos desejos humanos? Pela angústia de nunca satisfazê-los?

 Fausto: Fale-me mais um pouco de tuas aventuras com Sade. Como é ser aviltada, possuída pelos desejos de um humano que só pensa em maltratar o corpo do outro para obter o prazer.
 
Justine: Posso te confessar? Um lado meu até que gostou ser desejada mesmo que ultrajada. Pelo menos conheci os maiores prazeres da carne enquanto minha alma flanava desejando àquele que nunca me conheceu.


Fausto: Não acredito no que falas. Todos tivemos pena de ti até então. E gozastes os prazeres da carne enquanto amavas a um outro?


Justine: Não te esqueças que somos apenas fruto da imaginação de nossos senhores. Frutos dos desejos deles confessados apenas entre linhas. Assim sendo, fora dos seus escritos nossas almas podem percorrer os caminhos que quiserem...


Fausto: Ah, meu deus. Vendi minha alma e agora sou prisioneiro e tu libertas?

 Justine; Como ousas chamar o nome daquele a quem renegaste?


Fausto: Como posso libertar-me?


Justine; Não me perguntes que já não ouso te responder. Talvez possas seguir-me pelos caminhos das alcovas que conheci e aprender algo.

 Fausto: Tentei não ser escravo dos desígnios humanos e me convidas para neles ficar?
 

Justine: Que queres que te digas se ambos não conhecemos o amor?  Pelo menos ele finge que nos tira deste mar louco de dia a dia, rotina. Ele nos impulsiona por alguns tempos a flutuarmos nas nuvens e depois...


Fausto: Depois? Temos mais uma vez que nos depararmos com nosso eu? Com nosso eu solitário e imperfeito?

 Justine: Que tal irmos desfrutar um pouquinho de prazer e parar com estas elucubrações que não levam a nada... Vendeste tua alma para delas ficar livre. E continuas? Até quando?

 Fausto: Deixe de ser sádica e me lembrar a cada momento que tenho uma índole demoníaca.



Justine: Ah! Ah! Ah. Sofres? Como gosto de te ver sofrer... Aprendi com meu mestre, Sade. Sofras, menino, sofras...



Fausto: Preciso derramar quantas lágrimas para me deixares em paz? 

 Justine: Não sou eu quem não te deixo é tua falta de alma!!!! RS, RS


Fausto: Pare com isto, fugirei!

 Justine: Ótimo, vamos para a alcova que te ensinarei os maiores prazeres do corpo e as maiores perversidades que um humano pode alcançar, não foi devido a isto que vendeste tua alma?

 Fausto: Não, não e não. Foi para me livrar dos conflitos humanos.

 Justine: Conseguiste?


Fausto; E tu? Conseguiste?

 Justine: O quê? Parar de sofrer, de esperar?

  

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Neste meio tempo Goethe e Sade acordam e furiosos interrompem o debate e tentam inutilmente colocá-los dentro das páginas dos livros... Fausto e Justine precisam continuar confinados nos seus desígnios e no que planejaram para eles.
 

FAUSTO: Justine o que faremos agora, eles, eles estão nos olhando...


JUSTINE : Deixe-os. Agora, nos pertencemos. Decides ou não ir para a alcova?
 

FAUSTO: Justine, achas que errei, vendendo minha alma?

 JUSTINE : Quantos não o fazem? Foste apenas ingênuo ao anunciar ao mundo que o faria. Mas, sincero.

 FAUSTO: Como assim? Não te entendo. Errei ou não?


JUSTINE : Pare com isto. Nos humanos não existe certo ou errado. Percebestes quantos já venderam sua alma em nome de Deus promovendo guerras santas?
 

FAUSTO: Mas, eles acreditam que seu deus é melhor que o do outro.


JUSTINE : Realmente acreditas nisto? Eles querem sabem o que? O Poder?


FAUSTO: O Poder?!
 

JUSTINE : Sim, o Poder. Não foi para isto que vendestes tua alma? Ah, como és complicado... Vamos ou não?
 

FAUSTO: Para onde?


JUSTINE : Para a alcova...


FAUSTO: Não são os homens que convidam as mulheres? Queres me seduzir? Atualmente vocês mulheres perderam a feminilidade ocupando o lugar dos homens. Trabalham nos seus espaços e não contentes querem nos manipular.


JUSTINE : Nem sei mais se sou feminina ou não ao ceder aos caprichos de um senhor. Isto é ser feminina ou submissa? Não desejo mais ser submissa. Apenas isto. Se achas que quero te seduzir o que posso fazer?  Não posso controlar seu medo diante o desconhecido. Isto é tarefa tua...
 

FAUSTO: Medo, eu? Homens não têm medo. São corajosos! Desde que o mundo é mundo vocês mulheres é que nos seduziram...


JUSTINE : Com mil diabos. Sempre a velha estória de Adão e Eva. Foi Adão quem quis comer a maçã. Porque ela era doce, vermelha, apetitosa e, e... Tesuda... rs,rs,



FAUSTO: Não invoque seu santo nome em vão!
 

JUSTINE : Santo nome?  Desaprendestes até a ter humor...   Não sou tesuda?

  

FAUSTO: meu Senhor afirmou:

        Você tem subestimado o diabo

        Ainda não posso persuardir-me

        De que um sujeito todo enchapelado

        Tenha de ser alguma coisa 

                                     (Goethe)
 

JUSTINE : (Cai em risadas...) Quá, quá, quá. Quantos senhores tens? Dois? Um humano e outro que? ! Ambos te escravizam a ser humano...
 

FAUSTO: Não compreendo por que ris? Por que sofro?


JUSTINE : Não. Porque és um masoquista e adoras sofrer e dele não quer sair. E, eu pensei que a masoquista fosse eu. Pobre Justine que no fosso de suas exasperações gritou mais do que nunca para que a libertassem. Quando na realidade estamos escravos dos nossos desejos...
 

FAUSTO: Simples, Justine. Venda a tua alma...


JUSTINE : Vender minha alma?  Jamais. Já vendi meu corpo. Minha alma está liberta. Consegues alcançá- la?


FAUSTO: És indomável. Mas, como readquirir minha alma?


JUSTINE : Foge à minha alçada. Precisas dialogar com ele e saber quanto ele te punirá para devolvê-la. Mas, se eu fosse tu, fugiria comigo para a alcova e recuperaríamos alguns segredos, beijos e quem sabe o que?


FAUSTO: És a serpente?

 JUSTINE : Mania de perseguição... O que faço contigo? Não queres ir? Ok, mas não fiques a te lamuriar que ninguém te ama, ninguém te quer e a vida passa... Sabe, sou a serpente sim. Enroscarei no teu pescoço e te enforcarei... Há, há, há


FAUSTO: Do que ris?
 

JUSTINE : Fui sincera. Se me mostras teu lado masoquista sou sádica. Enforcar-te-ei numa noite de lua cheia...
 

FAUSTO: Mas, hoje é noite de lua cheia!


JUSTINE : Cuidado comigo, não sou lobisomem porque mulher, mas te engolirei!


FAUSTO: (Em silêncio faz uma súplica ao seu senhor que desaparece. Mais uma vez ele faz outra súplica e... O silêncio se instala. De repente se enche de orgulho e para Justine: )

 _ Não irei para a alcova contigo. Mil mulheres existem para que eu me deleite e que me possam dar prazer. Fique na tua, talvez algum dia a gente se esbarre.


JUSTINE : _ Falas sério?  Com mulheres mil obterás prazer já que vendestes tua alma. Mas, elas agüentarão tua angústia? Mas, vá, vá em paz que em algum dia nos esbarraremos em algum canto onde teu diabo nos conduzirá...
 

Um longo silêncio perfura Justine, que fica a olhar a lua cheia e a sentir saudades das confusões de outrora. Pelo menos não tinha tempo para pensar. Fausto conseguira, sem saber, fazer com que uma grande tristeza olhasse para ela. Para onde ir? Este negócio de liberdade com mil escolhas era muito difícil para ela que jamais as tivera. Só conhecia o mundo da alcova e suas imundícies. Agora na beira da praia, resolvera molhar os pés. A lua refletia no mar. Esta lua não a acalmava, só conseguia devorá-la. Cansada, deitou na areia e por fim adormeceu. Desejou ser a bela adormecida . Um dia seu príncipe com um beijo iria  acordá-la.





FIM

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Ofício do tempo


Uma página de revista arrancada e guardada para procurar o livro nela citado um dia. O dia se perde na correria de outros dias. A Voz e o Tempo de Roberto Gambini. Junguiano. Hoje, neste dia em que o tempo parece estar desanimado reencontro a página retirada de uma Claudia. -  outubro 2008.



O ofício. Este ofício de escuta e retorno e de escutas de: silêncios, e ausências, de posturas corporais, do não dito. Embrenha-se pelo inconsciente. Não apenas de seus clientes, mas principalmente do próprio.



Ofício feito com amor. Totalmente individual. Sem receitas prontas nem conselhos plastificados.



E do outro lado da página, citações conhecidas. Deixo aqui uma de Renato Russo.



“ Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar

Que tudo era para sempre, sem saber que o pra sempre acaba?